Chegámos a Dezembro e como tal estamos cada vez mais próximos da quadra natalícia, e, consequentemente, assiste-se a uma crescente afluência aos estabelecimentos comerciais para se efectuarem as compras dos presentes tão característicos da dita quadra. Assim sendo, somos "pressionados" todos os dias a comprar os mais diversos produtos, devido à muita publicidade e marketing que encontramos em todos os locais (seja na televisão, revistas, na rua, entre outros). Muitos destes produtos nem sequer nos fazem falta ou que nem sequer estão de acordo com os gostos do destinatário do presente, mas, mesmo assim decidimos comprar... Cria-se como que uma necessidade psicológica, bastante difícil de ultrapassar.
Este é o fenómeno do consumismo que não deixa ninguém indiferente, pois, tem ao seu serviço instrumentos poderíssimos, que de resto já foram referidos. Assim sendo, vivemos numa sociedade que vive da ostentação dos produtos que adquire e, sendo assim, muitas vezes para sustentar estes "vícios", então, recorre-se, por exemplo, ao crédito, pois, nem todos têm à partida capacidade económica para tal...
Esta é a realidade que, infelizmente, nos é "presenteada" todos os dias, porém, que no Natal vale a pena sempre recordar, uma vez que o crédito, os empréstimos são meros instrumentos de incentivo ao consumismo e que, apenas, contribuem para uma felicidade momentânea, que a médio e longo prazo acabará por dar muitos problemas e poucos sorrisos.
Mas, o objectivo deste post é sim o de lembrar que o Natal é tudo isto, mas, também uma altura para nos lembrarmos que há muitas pessoas sem casa, com diminutos meios de subsistência e há, inclusivamente, quem não tenha sequer o calor que se faz sentir em muitos lares, uma vez que muitos não têm família. Desta forma, com o Natal denotasse um cresente consumismo, mas, também, despertam vários fantasmas: o da solidão, dos sem-abrigo, dos doentes nos hospitais, dos idosos nos lares, crianças nos orfanatos, entre muitos outros que poderiam ser enumerados...
Por isso, solicitasse a todos aqueles que estejam, minimamente, de acordo em participarem na solidariedade, trabalho voluntário, altruísmo, entre muitos outros nomes que se podiam dar a este tipo de acções que tendem a romper nos corações humanos nesta data, a não ficarem indiferentes a estes males, que são reais e que fazem parte da sociedade actual...
Claro que devíamos parar mais vezes de olharmos, apenas, para o nosso "umbigo", preocupando-nos também com os outros, com os seus problemas, com as suas necessidades, pois, assim será possível lutar contra esta sociedade consumista, individualista, despreocupada, injusta e (a derradeira!) infeliz...
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